O PADDA–AP apela às autoridades e aos partidos políticos para travarem a intolerância e garantirem o exercício das liberdades políticas, defendendo que o Executivo, liderado por João Lourenço, deve assegurar a ordem constitucional e a segurança dos cidadãos.
A posição surge na sequência dos acontecimentos registados na província do Uíge, que envolveram cidadãos e militantes de diferentes forças políticas.
O partido sublinha que o MPLA, enquanto partido no poder, tem uma responsabilidade acrescida na criação de condições para que as actividades políticas decorram num ambiente de tolerância e respeito pelo pluralismo.
Segundo o PADDA–AP, as instituições do Estado devem manter-se imparciais e garantir que nenhum cidadão ou organização política seja impedido de exercer os seus direitos constitucionalmente protegidos por razões partidárias.
Por outra, o partido considera que a responsabilidade não deve recair apenas sobre as instituições públicas, defendendo também uma mudança de postura entre os próprios partidos políticos.
Apura que o PADDA–AP chama igualmente o MPLA e a UNITA a assumirem maior responsabilidade perante os seus militantes e apoiantes.
O partido afirma que a história política de Angola deve ser encarada como uma experiência da qual se devem retirar lições para a construção da paz e não como instrumento para alimentar novas rivalidades.
Adianta que MPLA e UNITA, pela influência que tiveram e continuam a ter na história política nacional, possuem uma responsabilidade especial na promoção do diálogo e da tolerância.
Avança ainda que a democracia pressupõe o respeito pelas diferenças políticas e a capacidade de os adversários conviverem dentro das regras constitucionais.
Lê-se na posição do PADDA–AP que Angola precisa de uma cultura política baseada no diálogo, no respeito e na convivência entre cidadãos com diferentes opções partidárias.
No entanto, o partido entende que a prevenção de novos episódios de violência política exige uma actuação firme das autoridades e maior responsabilidade dos partidos e dos seus militantes.














